Oligoelementos On Line
www.oligoelementos.com.br   

Os Oligoelementos...
> Boro
> Bismuto
> Cálcio
> Cromo
> Cobalto
> Cobre
> Enxofre
> Ferro
> Fluor
> Fósforo
> Germânio
> Iodo
> Lítio
> Magnésio
> Manganês
> Molibdênio
> Níquel
> Ouro
> Potássio
> Prata
> Rubídio
> Sódio
> Selênio
> Silício
> Vanádio
> Zinco

Oligoelementos...
> Definição
> Aplicações Terapêuticas
> História
> Pesquisas
Científicas
> Resultados

Página Principal
> Clique aqui para retornar à página principal

    Publicidade







O IODO

       É um elemento indispensável ao funcionamento de todo o organismo. Com efeito, o iodo entra na formação de dois fatores hormonais da glândula tireóide (tiroxina e triiodotiroxina) que agem sobre a maioria dos órgãos e das grandes funções do organismo: o sistema nervoso, a termo-gênese (que nos permite conservar uma temperatura estável), os sistema cardiovascular, os músculos esqueléticos, as funções renais e respiratórias. Em suma, estes hormônios são indispensáveis ao crescimento e ao desenvolvimento harmonioso do organismo.

       As fontes mais ricas de iodo são os frutos do mar e o sal marinho, mas o iodo está também presente em numerosos legumes (vagem, agrião, cebola, alho porro, rabanete, nabo) e em certas frutas (ananás, groselhas, ameixas).

       Quando os solos são pobres em iodo, particularmente em certas regiões montanhosas da Europa, distantes do mar, pode-se apresentar uma carência em iodo, cujo principal sinal é a papeira (aumento do volume da glândula tireóide). Com a carência de iodo, há uma diminuição da formação de hormônios tiroideanos e, então, por um mecanismo de feedback ("efeito de retorno") um aumento da estimulação da glândula pelo hormônio hipofisiário que rege a tireóide, e daí um aumento do volume da glândula tireóide.

       A papeira do hipotireoideano por carência em iodo atinge a escala mundial de cerca de dois milhões de pessoas. Na França, foi Napoleão o primeiro a mandar fazer uma pesquisa epidemológica sobre a papeira, pois os jovens com papeira eram considerados incapazes para o serviço militar.

       Contrariamente ao que se possa pensar, a papeira endêmica não desapareceu da Europa, como mostra um publicação recente feita pela Associação Européia para estudo da tireóide. Nos países outrora atingidos pela papeira (Suiça, Checoslováquia, Bélgica, Países Baixos, Países Es- candinavos), os programas de profilaxia através do sal iodado, diminuíram a freqüência dessa afecção. Na Finlândia, por exemplo, esta profilaxia iodada foi administrada igualmente ao plantel bovino, permitindo-se obter produtos leiteiros iodados.

       Em contraposição, em outros países como na Áustria, Polônia, Hungria, Alemanha, ela persiste no estado endêmico. Quanto à França, uma pesquisa em curso permitirá precisar a ligação entre o aparecimento da papeira e o aporte de iodo (que se estima atualmente em limite inferior do normal 0,2 a 0,3 mg/dia).

       Ao lado do aporte insuficiente de iodo, outros fatores podem intervir na formação da papeira, como certos alimentos (couve, couve flor, nabo, grãos de soja), os tiocianatos (manioc) ou ainda o teor exagerado de certos minerais como cloreto de sódio, na água.

       Quando a carência atinge crianças, elas ficam raquíticas por deficiência no crescimento ósseo. Elas são atingidas pelo cretinismo. Sua pele é seca e edemaciada (mixedema), seus traços grosseiros. É de se notar que a insuficiência tireoideana (diminuição da síntese dos hormônios tireioideanos) pode existir sem papeira. Neste caso, a glândula apresenta freqüentemente nódulos.

       Fora do quadro evoluído de hipotiroidismo (com ou sem papeira), encontra-se no homem, e mesmo nas pessoas jovens de ambos os sexos, formas enganosas, quer dizer infraclínicas (as dosagens hormonais no limite da normal). Os sintomas de hipotiroidismo são cutâneos, (pálpebras inchadas, tegumentos sem vida e secos, cabelos quebradiços e se rarefazendo), musculares(astenias e caimbras), com um metabolismo reduzido (sensação hipotérmica, anorexia, distúrbios dispépticos), amenorréia ou impotência sexual, sinais neuropsíquicos (apatia, lentidão de raciocínio).

       O bócio também pode ser associada a um hipertireoidismo. Este resulta de um hiperfuncionamento da glândula tireóide cuja etiologia mais freqüente é a doença de Basedow, uma doença de natureza imunológica (pode-se detectar a produção de anticorpos antitiroideanos), cíclica e evoluindo espontaneamente (mas lentamente) para a cura. No entanto, um tratamento protetor é indispensável.

       Segundo a hipótese atual, existe uma predisposição genética na constituição da doença e o stress seria o fator que desencadeia as anomalias imunitárias. Os sinais clínicos mais típicos são palpitações, aumento do débito cardíaco, emagrecimento, tremor das extremidades, ansiedade e a insônia.

       É interessante lembrar que o primeiro semestre que segue a um parto é freqüentemente o momento do aparecimento das disfunções tiroideanas, num terreno genético predisposto.

       Neste caso, os hipertireoidismos são em geral transitórios, mas os hipotireoidismos podem tornar-se definitivos.

       Um outro caso bastante dissimulado e menos conhecido dos disteroidismos é a sobrecarga de iodo devido a certos medicamentos. Aliás, este problema volta à tona na atualidade. Os medicamentos responsáveis pelos distúrbios da glândula tireóide de origem iatrogênica são essencialmente medicamentos contendo iodo, como também outros com grandes doses de lítio (não no tratamento de oligoelementos). Em presença excessiva de iodo, nas tomadas medicamentosas de longo prazo, a liberação dos hormônios tiroideanos é limitada, daí as disfunções possíveis da glândula tireóide. Este fenômeno é, na maioria dos casos, transitório, pois após alguns dias ocorre uma adaptação da tireóide à sobrecarga de iodo. Na ausência da adaptação, um hipotiroidismo irá então aparecer. Ele se instala progressivamente e só regride lentamente (vários meses) após a suspensão do medicamento. Mais de cerca de 300 espécies pertencem às diversas classes terapêuticas que contém iodo: antiasmáticos, antálgicos, bronquiodilatadores, anti-sépticos intestinais, veinotrópicos, antihipertensores, antigota, antiarritímicos, sem se esquecer os anti-sépticos externos iodados.

       Os produtos iodados de contraste empregados nos exames complementares podem provocar acidentes alérgicos (simples rash cutâneo ou acidente mais grave), em particular quando o paciente tem antecedentes alérgicos ou cardíacos. Os choques anafiláticos ao iodo, no momento de urografias intravenosas, são imprevisíveis, daí a necessidade de praticar testes prévios e de prover sempre para o doente meios de reanimação.

   Oligoelementos On Line
www.oligoelementos.com.br